sexta-feira, 13 de maio de 2011

o gigante faminto

Era uma vez um lugar lindo, lindo, lindo.
Imagina um lugar lindo, esse era muito mais.
La todas as pessoas eram legais e todos os animais eram felizes.
Todo mundo tinha um bichinho de estimação e eles eram muito bem tratados
Eram cachorrinhos, passarinhos, gatinhos, tartarugas, e todo tipo de animalzinho que vocês podem imaginar
La tinha também muitas flores, muitas frutas e fazia sol todo dia.
E como fazia sol todo dia, as cores das casas eram muito vivas e muito brilhantes.
Eram casas amarelas, vermelhas, azuis e verdes, uma mais linda que a outra.
E lá todo mundo dava risada e era amigo.
Então esse era um lugar muito, muito feliz.
Esse lugar parecia uma vila, então o nome dele era VILOTECA.
E esse lugar tinha uma rainha, um rei e dois príncipes.
Além de muitas pessoas que também vivam nesse reino.
E os príncipes era que mandavam em tudo.
Eles que escolhiam os passeios que a família real ia fazer.
Eles que escolhiam o que iam comer e beber, e sempre eram coisas muito gostosas.
Eles que escolhiam seus brinquedos e brincadeiras.
E tudo ia muito bem na viloteca.
Até que um dia, o povo da viloteca começou a ouvir um barulho.
Tum... Tum... tum
E o barulho ia aumentando. Tum... Tum... Tum... Tum...
E alguém da viloteca viu que de repente o sol sumiu.
E quando eles perceberam, aqueles barulhos eram os passos de um gigante.
E o sol sumiu porque o gigante estava fazendo uma sombra gigante.
Ele era tão grande que sua sombra cobriu a viloteca inteira.
E o gigante deu um grito aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh.
E todas as pessoas da viloteca ficaram morrendo de medo.
E saíram correndo cada uma prum lado, pra se proteger.
A viloteca ficou totalmente vazia, sem ninguém nas ruas.
Apenas uma pessoa não saiu correndo, porque não teve medo do gigante.
O príncipe Caue.
O gigante deu mais um grito aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh e então ouviu:
- ei seu gigante!
O gigante não sabia de onde vinha aquela vozinha tão suave e olhou em volta.
E ouviu de novo:
- ei seu gigante!
Quando o gigante olhou pra baixo, e então viu o pequeno príncipe que falava com ele.
- porque o senhor está gritando?
- aconteceu alguma coisa?
O gigante não sabia falar a língua que se falava na viloteca, então não entendeu a pergunta, e deu mais um grito - aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh.
Mas o príncipe, que sabia falar todas as línguas do universo, logo compreendeu a língua do gigante e perguntou de novo na língua dele:
- o que aconteceu com o senhor, que está gritando?
- eu estou com fome
- e porque o senhor não come?
- é que eu não estou alcançando a minha comida...
- e o que o senhor gosta de comer? Talvez eu possa te ajudar.
- eu gosto de comer nuvens...
- nuvens???
Nesse momento o príncipe Caue pensou consigo mesmo, e coçou um pouco a cabeça.
- nossa, como vou conseguir pegar nuvens para o gigante comer e matar sua fome?
Nessa hora, todas as pessoas que fugiram correndo, colocaram a cabeça pela janela e viram o sábio principezinho conversando com o gigante, sem medo algum.
E o gigante continuou:
- eu comi umas nuvens na outra cidade que eu passei antes de vir pra cá.
- mas como aqui na viloteca sempre tem sol, as nuvens ficam muito altas e eu não consigo comer.
- daí eu tento falar e as pessoas só entendem meus gritos.
- e quando eu grito e as pessoas ficam com medo de mim.
- e aí eu fico triste...
Cauezinho pensou de novo e disse:
- eu não tenho medo de você, eu senti desde o inicio que o seu coração é bom.
- então eu tenho uma idéia que vai ajudar você a matar sua fome.
- vamos pegar umas nuvenzinhas bem apetitosas pra você comer.
E então o pequeno príncipe chamou o rei e a rainha, e o seu irmão principezinho, e começou a colocar a sua idéia em ação.
Ele chamou todas as pessoas do reino da viloteca e explicou porque o senhor gigante estava gritando, que ele não falava a nossa língua, e que ele estava com fome.
E logo todas as pessoas da viloteca ficaram com pena dele e se dispuseram a ajudar a matar a fome daquele adorável gigante.
Aos poucos, uma a uma, começaram a sentar no ombro das outras de cavalinho. Embaixo ficou o rei, mais forte de todos, depois foram subindo no seu ombro todos os homens do reino.
Subiu um, subiram dois, subiram três, subiram 643 homens.
Depois, lá em cima do homem mais alto, subiu a rainha, e no seu ombro subiram todas as mulheres do reino.
Subiu uma, subiram duas, subiram três, subiram 739 mulheres
E depois, no ombro da mulher mais alta, subiram todas as crianças do reino, com o príncipe Caue lá em cima de todos.
Ao todo subiram mais 2. 194 crianças, e chegaram lá no céu.
E quando ele chegou lá em cima estava bem do lado de todas as nuvens que existem. Então ele alcançou uma deliciosa nuvem, bem grandona, e colocou dentro do seu bolso pra trazer para o seu novo amigo gigante.
Daí ele trouxe a nuvem pra baixo, e todos desceram do ombro dos outros, e juntos entregaram pro senhor gigante uma grande nuvem pra ele comer e matar sua fome.
O gigante comeu a nuvem inteirinha, até lamber os dedos, de tão gostosa que ela estava. E ele agradeceu muito o pequeno príncipe da viloteca e todos os seus amigos.
Depois disso todos os habitantes da viloteca perceberam que tinham conquistado mais um gigantesco amigo.
E na hora de ir embora o gigante agradeceu a todos.
- obrigado, vocês se juntaram e foram mais alto do que eu.
E o príncipe respondeu
- não precisa agradecer, amigo gigante, nós só queremos ver todo mundo feliz.
- e ninguém fica feliz de barriga vazia...
E o gigante, emocionado, quis dar um abraço no povo da viloteca.
Então todos os 643 homens, as 739 mulheres, e as 2.194 crianças deram as mãos, e assim conseguiram dar a volta toda no gigante e apertá-lo num gostoso abraço.
Aí o pequeno príncipe chamou o gigante novamente:
- amigo gigante, tenho uma pergunta pra te fazer. Você sabe a diferença entre o bebê e o marceneiro?
- boooooooooa pergunta – respondeu o grandalhão
E o príncipe:
- é que o marceneiro gosta de uma boa madeira, e o bebê gosta de uma má-madeira.
O gigante e todos os outros riram muito com a piada.
- hahahahahahahahahahahahaha
E depois o gigante, feliz da vida, continuou seu caminho, o sol apareceu de novo, e os habitantes da viloteca foram ouvindo seus passos, agora cada vez mais baixos.
Tum... Tum... Tum... Tum... Tum...

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